A indústria farmacêutica vai reduzir a oferta de medicamentos para pressionar o governo a conceder um reajuste de 42,46% nos preços dos remédios ainda este mês. Dentro de 40 a 60 dias, entre 20% e 30% das atuais 4,7 mil marcas de medicamentos estarão com a produção suspensa, segundo informou ontem, em Brasília, o presidente da ABIFARMA (Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica), Roberto Santucci. "Não é desobediência civil, mas é uma revolta contra uma política de preços que faz a indústria farmacêutica trabalhar com prejuízos médios de 8% ao ano há três anos", justificou ele (FSP).