SARNEY ARMA OFENSIVA CONTRA AS GREVES

Para avaliar a onda de greves e, simultaneamente, estudar medidas capazes de impedir as constantes paralisações em todo o país, o presidente José Sarney convocou reunião de emergência para hoje, em Brasília, com os ministros Ronaldo Costa Couto (Gabinete Civil), Rubem Bayma Denys (Gabinete Militar), Ivan de Souza Mendes (SNI), Dorothéa Werneck (Trabalho), Maílson da Nóbrega (Fazenda) e Oscar Dias Correa (Justiça). Além disso, do projeto de Lei de Greve que o Executivo encaminhará ao Congresso consta a fixação de "quorum" para as decisões de paralisação-- dificultando a atuação das "minorias ativas", conforme definição do ministro Maílson da Nóbrega. Mais: o projeto identificará os setores essenciais, previstos na Constituição, onde as greves serão proibidas. Em contrapartida, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jair Meneghelli, observou que as greves aumentarão a partir de 1o. de maio-- com data-base de nada menos que 15% da população economicamente ativa. Segundo Meneghelli, a saída para a economia do Brasil está na redução dos lucros por parte das empresas, hoje estimados em torno de 52%. Meneghelli também não descartou a possibilidade de vir a ocorrer nova greve geral (JC).