A Marinha brasileira está esperando apenas uma comprovação científica da eficácia da fusão a frio para iniciar, em conjunto com a CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), o projeto de um reator especial capaz de gerar energia utilizando esta técnica. A informação foi dada ontem, em São Paulo, pelo contra-almirante Othon Pinheiro da Silva, presidente da Coordenadoria de Projetos Especiais da Marinha (COPESP) e responsável pelo reator nuclear para propulsão de submarinos. Ele informou que a primeira etapa do estudo será encerrada após se compreender o processo de geração de energia na fusão a frio, depois que realizar um balanço energético para confirmar se a energia produzida é maior do que a gasta no processo e, ainda, depois de se verificar por quanto tempo e em quais condições de temperatura e pressão se dá a geração de energia (O Globo).