USP REPRODUZ FUSÃO NUCLEAR A FRIO

Cientistas da USP (Universidade de São Paulo) e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) conseguiram repetir, pela primeira vez no hemisfério sul, a fusão nuclear a frio. A USP venceu a corrida em que competiam o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os cientistas da USP e do IPEN constataram a emissão de nêutrons (partículas sem carga dos núcleos dos átomos), o que indica uma reação nuclear. Eles detectaram duas vezes mais nêutrons saindo do experimento do que o nível habitual na atmosfera. Segundo Spero Penha Morato, chefe do Departamento de Processos Especiais do IPEN, só a fusão de átomos de deutério (água pesada) pode explicar o surgimento dos nêutrons. Os pesquisadores paulistas ainda não realizaram a medição total de energia liberada durante a fusão. Eles vão prosseguir a experiência. Na Itália, cientistas do Comissariado Nacional de Energia Atômica anunciaram ter obtido a fusão nuclear fria usando novos materiais: titânio em vez de paládio, e deutério gasoso, resfriado a -150 graus centígrados, em vez de deutério líquido. A experiência, porém, produziu menos energia do que o método dos químicos Martin Fleischmann e Stanley Pons, da Universidade de Utah (EUA) (FSP) (JB).