PAÍS NÃO REDUZ DÍVIDA E PAGA US$11 BILHÕES EM 1989

Só no segundo semestre o governo vai reabrir as negociações com os bancos credores para desenhar fórmulas concretas de redução da dívida. Este ano dificilmente o Brasil será beneficiado com qualquer medida prevista no Plano Brady e terá que arcar com uma pesada conta de US$11 bilhões de transferência líquida, pagando sobre seus débitos externos juros de 11% mais "spread". A hipótese montada pelo Banco Central é de que para todos os credores-- bancos oficiais, bancos privados, BIRD (Banco Mundial), BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e FMI (Fundo Monetário Internacional)-- o país terá que desembolsar este ano US$16 bilhões, recebendo deles algo em torno de apenas US$5 bilhões em novos empréstimos e refinanciamento de juros (JB).