INDÚSTRIA METALÚRGICA LIMITOU EM 15% A REPOSIÇÃO SALARIAL

A indústria metalúrgica do Rio de Janeiro limitou em 15% a reposição salarial que dará a seus empregados, alegando estar em recessão, reduzindo pessoal. A maioria das empresas, entretanto, ainda não deu reposição e, na semana passada, cerca de 7 mil metalúrgicos entraram em greve, reivindicando reajuste de 49,9%-- Muller, Forjas Brasileiras e Cobrascom, que ainda estão em greve; Valisul, que fez uma paralisação de advertência de 24 horas; e Remington, que encerrou no último dia 14 uma greve de uma semana, com acordo de 15% para salários até NCz$200 e 12% para salários acima dessa faixa. O presidente do Sindicato da Indústria Metalúrgica, Mecânica e Material Elétrico do Estado do Rio de Janeiro, Cesar Moreira, garante que várias empresas já deram antecipações entre 10% e 15%, mas não soube dizer quais, a não ser a sua própria empresa, a Usimeca, que antecipou 10% de reajuste em março. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro, além da Remington, somente a Cobrascom ofereceu reajuste de 15% (O Globo).