O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou ontem, no Rio de Janeiro, a conclusão do primeiro zoneamento feito no país sobre as potencialidades dos recursos naturais da Amazônia Legal, que foi dividida em 16 regiões. Para a área designada Depressão do Amazonas Setentrional-- que vai da confluência com o rio Tocantins e a ilha de Marajó, no Pará, ao encontro com os rios Negro e Madeira, no Amazonas--, o IBGE recomenda atividades agropecuárias, devido à fertilidade do solo e desaconselha a colonização. Na região nomeada Interflúvio Amazonas- Orenco, que inclui os estados do Pará, Amapá, Roraima e oeste do Amazonas, o IBGE aconselha a exploração econômica dos recursos minerais. Já nos Planaltos da Bacia Sedimentar do Amazonas-- nas margens dos rios Solimões, Amazonas e afluentes--, a exploração de minérios metálicos é considerada desfavorável. A exploração dos recursos da floresta também é aconselhada na Depressão da Amazônia Ocidental, do Mato Grosso à fronteira de Rondônia com a Bolívia. Segundo o IBGE, também deve ser explorada a madeira, os minerais, a agropecuária e o extrativismo vegetal da Depressão da Amazônia Meridional, entre Tucuruí, no Pará, e o rio Parnaíba, no Maranhão. O IBGE analisou os 5.011.331,4 quilômetros quadrados que integram a Amazônia Legal, espaço sob a responsabilidade da SUDAM (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), que financiou o zoneamento. Compõem a Amazônia Legal os Estados do Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Roraima, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão (FSP).