Falta apenas um calorímetro para que os pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) e do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IFUSP) tenham condições de realizar o experimento de fusão nuclear à temperatura ambiente, similar ao trabalho realizado há cerca de duas semanas na Universidade de Utah (EUA). O calorímetro-- que servirá para medir a energia liberada na experiência-- está sendo montado no IFUSP. Os outros equipamentos necessários já estão montados no prédio do IPEN, Cidade Universitária (zona leste da capital paulista), onde deve ser feita a primeira tentativa de repetir a fusão a frio no país. A agência de notícias soviéticas "Tass" informou que pesquisadores do Departamento de Física da Universidade de Moscou (URSS) realizaram 20 experiências e "confirmaram os experimentos dos colegas dos EUA para obter fusão nuclear à temperatura ambiente". Os cientistas soviéticos informaram que, "em princípio, a fusão nuclear à temperatura ambiente pode ser usada como uma fonte de energia". Frisaram, no entanto, que essa possibilidade exigirá todo um conjunto de experiências e maior compreensão do mecanismo físico e químico-físico desta reação (FSP) (JC).