TRABALHADORES AVULSOS PARAM EM VÁRIOS PORTOS DO PAÍS

A greve de 48 horas dos cerca de oito mil trabalhadores avulsos (conferentes, estivadores, consertadores, vigias portuários e trabalhadores de bloco) paralisou totalmente ontem as operações do Porto de Santos (SP). O prejuízo médio diário de cada navio atracado é de cerca de US$20 mil. Os trabalhadores reivindicam o cumprimento pelos armadores do dissídio coletivo do ano passado, os direitos sociais da Constituição (que equipara os avulsos aos trabalhadores com vínculo empregatício) e o pagamento de 186,7% de reposição salarial (relativo às perdas salariais dos últimos três anos), item do dissídio coletivo de março deste ano. No Porto de Recife (PE), os 385 estivadores aderiam à greve. Eles querem reajuste salarial de 192% em decorrência das perdas desde março de 1986 até fevereiro deste ano, e aumento real de 42%. Os cerca de dois mil estivadores do Porto de Rio Grande (RS) também aderiram ao movimento paredista. Os estivadores do Porto de Paranaguá (PR) iniciaram ontem uma "operação tartaruga" por reajustes salariais. Também no Estado do Rio de Janeiro, a greve paralisou todos os cinco portos da CDRJ (Companhia Docas do Rio de Janeiro). Os prejuízos atingem cerca de NCz$1,5 milhão (FSP) (O Globo).