O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Luiz Antonio de Medeiros, criticou ontem, em depoimento da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, a proposta de reposição salarial escalonada por faixa de rendimento apresentada pelo Ministério do Trabalho, entre 7,17% e 19%. Qualquer dirigente sindical que aceitar esse índice do governo estará
20829 assinando seu suicídio, disse ele. O líder sindical é contrário à proposta por entender que ela discrimina os trabalhadores com maior poder aquisitivo. A recomposição salarial, na sua opinião, deve ser obtida através da livre negociação. Luiz Antonio de Medeiros defendeu ainda o reajuste mensal de salários de acordo com o índice oficial de inflação para os trabalhadores e aposentados e pensionistas da Previdência Social. O líder sindical condenou a ocupação de fábricas como tática nas campanhas salariais. "Ela exacerba os ânimos, dificulta as negociações entre empresários e trabalhadores e serve de pretexto para a direita nos atacar", disse ele (FSP) (O Globo).