O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Jair Meneghelli, anunciou ontem que não participará mais das negociações sobre reposição salarial, a menos que a ministra do Trabalho, Dorothea Werneck, proponha um índice superior a 13% para reajuste dos salários. Meneghelli acusou o governo e o empresariado de insensibilidade para com as reivindicações dos trabalhadores e só admitiu continuar as negociações se os dirigentes sindicais tiverem o respaldo de mobilizações que lhes dê maior poder de pressão. A Executiva Nacional da CUT discutirá hoje e amanhã a possibilidade de uma nova greve geral, se não houver mudança na posição do governo e dos empresários (O Globo).