DESMATAMENTO CAUSA CONFLITO NO ACRE

As organizações dos seringueiros e fazendeiros, desde dezembro do ano passado, tendo o o governo do Estado como árbitro, travam um conflito sobre o desmatamento dos primeiros mil hectares da floresta esse ano no Acre. A estação das chuvas ainda não terminou, mas cerca de 100 peões, equipados com moto-serras, iniciaram na Fazenda Paloma de Edmar Cordeiro-- a 100 km a leste de Rio Branco--, com 12.672 hectares, a broca (corte da vegetação rasteira) para desmatar mil hectares, autorizado pelo IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal). A Comissão Pastoral da Terra, o Conselho Nacional de Seringueiros e a União das Nações Indígenas (UNI) reivindicaram ao governador Flaviano Melo (PMDB) a paralisação do desmatamento na fazenda Paloma. As entidades afirmam que na área havia 90 posseiros e que seriam atingidas seringueiras e castanheiras (preservadas por lei federal). O governo do estado, então, enviou uma equipe de técnicos para fazer uma vistoria na área e verificar a validade de autorização do IBDF. Foi concluída no último dia 6 a vistoria, informou o chefe da equipe, presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre, Marco Antônio Salgado Mendes. "Não há posseiros na área e quanto ao igarapé existente, o proprietário assinará um termo de compromisso para, no desmatamento, preservar as duas margens", disse (FSP).