Mais uma fraude em concorrência pública, esta envolvendo o governo Moreira Franco e três empreiteiras, está usurpando perto de US$1 bilhão do Estado do Rio de Janeiro, já atingido por uma escassez de recursos como nunca experimentara. A fraude está comprovada, mais uma vez, pela publicação antecipada do resultado, codificada em um pequeno anúncio saído ainda antes de entregues as propostas das empreiteiras para a concorrência. O anúncio especificava a obra, sua finalidade, a data de entrega das propostas e as três empreiteiras envolvidas. As empreiteiras beneficiadas pela fraude são a Norberto Odebrecht, que compareceu com sua subsidiária CBPO, a Paranapanema e a Camargo Corrêa. O objeto da suposta concorrência é uma obra a ser anexada ao sistema fluminense de fornecimento de água. Na verdade, são três fraudes em uma só concorrência. Uma delas consistiu na manipulação da concorrência propriamente dita, para fazer vitoriosas as empreiteiras previamente escolhidas. As duas outras consistiram em adulteração do valor real da obra, que terminou multiplicado por quatro. Os executores da fraude tomaram várias providências para não serem surpreendidos (FSP).