SECRETÁRIO DIZ QUE PRIVATIZAÇÃO TROPEÇA SEMPRE NO PARLAMENTO

O secretário-executivo do Conselho Federal de Desestatização, Paulo Galletta, aponta o Congresso como um dos mais fortes setores contrários à privatização de estatais. E cita como prova de tal tendência a EMBRATER, EBTU, GEIPOT e Lloyd, cuja extinção fora decretada pelo presidente José Sarney, no bojo do "Plano Verão", mas que o Congresso ressuscitou. Galletta afirma que a atual posição do Congresso somente poderá ser revertida caso os eleitores, no próximo pleito, mandem para o Parlamento deputados e senadores que sejam favoráveis à privatização. Dois assessores do Parlamento, Japy Magalhães e Antônio André, visitaram cinco países da Europa, nos quais mantiveram 34 encontros, estudando modelos de privatização. Chegaram à conclusão de que eles não podem servir de exemplo ao Brasil, que deve descobrir fórmulas próprias para o processo privatizante (JC).