O governo brasileiro vem enfrentando duas dificuldades para fixar as metas de um acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) este ano: terá de convencer a missão do FMI, que está em Brasília, a aceitar como parâmetro de medida das finanças públicas o conceito de déficit primário-- que exclui as despesas financeiras--, e que o superávit primário de 1,3% do PIB (Produto Interno Bruto) registrado em 1988 se reduza a zero este ano. A tentativa da área econômica do governo será de deixar em aberto a meta para o déficit operacional-- que não inclui as correções monetária e cambial da dívida, mas absorve todo o aumento dos juros reais. As autoridades econômicas estão convencidas de que é possível financiar o déficit operacional sem pressionar a inflação e, mais do que isso, o financiamento das despesas com juros só será viável com inflação baixa (JB).