O candidato do PDT à Presidência da República, Leonel Brizola, disse ontem, no Rio de Janeiro, após receber do presidente da BOVESPA (Bolsa de Valores do Estado de São Paulo) e do MDU (Movimento Democrático Urbano), Eduardo Rocha de Azevedo, um livro sobre a Austrália, que o governo que for eleito em 15 de novembro e o empresariado nacional devem fazer um acordo para "salvar as crianças brasileiras". Segundo ele, o governo eleito assumiria o compromisso de não cercear a livre iniciativa, tendo como parâmetro os limites que vigoram na Austrália para a atividade das empresas privadas. "O governo assumiria o compromisso prévio de não avançar um milímetro além do que há na Austrália em matéria de cerceamento à livre iniciativa", disse Leonel Brizola, sem dar maiores detalhes. O presidente da BOVESPA e do MDU presentou o ex-governador com um livro exclusivo sobre a Austrália feito por enviados especiais da BOVESPA àquele país. Na introdução do livro, Eduardo Rocha de Azevedo afirma que o governo australiano pratica uma política econômica rigorosa de controle do déficit público e da inflação, e que implementou medidas liberalizantes na economia, "como o câmbio livre, a liberdade virtualmente total para o investimento estrangeiro e a desregulamentação do setor financeiro, inclusive concedendo autorização para a atuação de 16 bancos estrangeiros no país" (JB).