O Ministério da Aeronáutica não vai mais comprar os mísseis ar-ar israelenses "Phyton 3" para os caças-bombardeiros "AMX" (de concepção ítalo-brasileira). O novo chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, brigadeiro Cherubim Rosa Filho, disse ontem, em Brasília, ao tomar posse no cargo em substituição ao brigadeiro Fernando de Assis Martins Costa, que os mísseis são muito caros-- "da ordem de US$400 mil ou US$500 mil cada um"-- e que sua aquisição não garante que Israel vá transferir a tecnologia de fabricação do míssel. O novo chefe do Estado-Maior da Aeronáutica informou que o Brasil deve optar mesmo pelo modelo "Bravo P" do míssel norte-americano "Sidewinder"-- um engenho muito menos sofisticado do que o "Phyton 3", mas que, em compensação, tem um preço unitário inferior aos US$100 mil. O brigadeiro Cherubim Rosa Filho informou também que ainda este ano a FAB (Força Aérea Brasileira) irá gastar cerca de US$200 milhões na aquisição de 20 a 30 aviões de treinamento para pilotos de caça (FSP) (O Globo).