O analfabetismo de crianças entre cinco e 14 anos de idade aumentou de 1986 a 1987, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O Ministério da Educação, de acordo com diretrizes da UNESCO (organismo das Nações Unidades para Infância e Educação), não considera analfabetas as pessoas nessa faixa etária. O termo correto é não-alfabetizadas, disse ontem, no Rio de Janeiro, o ministro Carlos Santanna. Segundo ele, analfabetas são aquelas que com mais de 30 anos não sabem ler nem escrever. O percentual de brasileiros nessa condição manteve-se estável: 20,03% em 1986; 19,66% em 1987. Mas subiu o percentual da faixa entre cinco e 14 anos: 40,48% em 1986; 42,13% em 1987 (FSP).