Segundo estimativa de um relatório conjunto da Confederação Internacional de Sindicatos Livres (CISL), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), vinculada à ONU, e da Organização Antiescravagista, cerca de 3 milhões de crianças trabalham no Brasil (10,8% da população infantil abaixo de 14 anos). De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem no Brasil 49 milhões de crianças abaixo de 14 anos. A CISL está promovendo campanha internacional para mobilizar os sindicatos em dois sentidos: primeiro, a ratificação da cláusula 138 do estatuto da OIT, que fixa em 14 anos a idade mínima para o trabalho; segundo, que os sindicatos exijam a aplicação das leis nacionais no setor, com as respectivas penalidades, pressionem para que o problema seja melhor contemplado nos planos nacionais de desenvolvimento e atuem mais intensamente na escolarização infantil. Os dados divulgados são considerados aproximativos. A OIT cadastrou de 50 a 55 milhões de crianças trabalhando em todo o mundo, mas estima que 145 milhões seria um número mais realista. Segundo o relatório, as percentagens de menores de 14 anos trabalhando são, em alguns dos países em vias de desenvolvimento, as seguintes: Índia, 20% (16 milhões); Tailândia, 25,4%; Indonésia, 14,5%; China, 10,9%; Moçambique, 28,1%; Tanzânia, 29,9%; México, 6,3%; Peru, 4,5%. O problema também se manifesta nos Estados da Califórnia, Texas e Arizona-- 800 mil crianças, na maioria de ascendência latina (JB).