O governo brasileiro pagou a seus credores externos a importância de US$86 bilhões, entre juros e amortizações, de 1985 a 1988, ou seja, em todo o período consumido pelo governo Sarney. Se incluídos os US$15,15 bilhões da conta serviços, esse total se eleva para US$101,5 bilhões, importância que se aproxima da dívida externa global de cerca de US$120 bilhões. "O dinheiro que mandamos para nossos credores, de 85 para cá, daria para construir um país", afirmou ontem, em Brasília, o presidente José Sarney, argumentando que o Brasil e outros países devedores terão de encontrar o caminho de uma negociação que os livre das pesadas remessas anuais que estão obrigados a fazer, em forma de pagamento do serviço da dívida (JC).