O FMI (Fundo Monetário Internacional) e o BIRD (Banco Mundial) endossaram ontem, em Washington (EUA), o "Plano Brady", de redução da dívida externa dos países em desenvolvimento. Em contrapartida, os países que reduzirem sua dívida através das propostas do plano terão de implementar programas de ajustamento interno "mais fortes". Isto foi manifestado em discurso do presidente do BIRD, Barber Conable, e em entrevista dada pelo diretor- gerente do FMI, Michel Camdessus, após a reunião entre os dois organismos internacionais. O diretor-gerente do FMI disse que os resultados para cada país dependerão da "qualidade" do programa de ajuste implementado e da resposta do mercado. As negociações para redução de dívida continuarão ocorrendo entre devedores e bancos comerciais, com o FMI as metas estabelecidas com o país, dando aval indireto para os bancos. O BIRD continuará com seus empréstimos que exigem ajustes macroeconômicos do país que recebe o crédito. Para financiar a redução da dívida, tanto o FMI quanto o BIRD utilizarão seus atuais recursos (FSP).