Cerca de 100 empresários reunidos ontem em São Paulo decidiram abandonar o fórum de negociações salariais para reposição de perdas salariais geradas pelo "Plano Verão". Segundo Roberto Della Manna, diretor da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), não há como aceitar um índice superior a 15,18%, apresentado por eles em reunião com trabalhadores e o governo na semana passada e rejeitado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e CGT (Central Geral dos Trabalhadores). Roberto Della Manna disse que o limite máximo de reposição sem repasse aos preços é de 7,17%. O presidente da CUT, Jair Meneghelli, declarou que a Central já havia decidido não participar da próxima reunião do fórum se as propostas do governo e dos empresários não subissem. Ele disse que nunca acreditou na viabilidade do fórum e que "há outros caminhos" para os trabalhadores continuarem insistindo na reposição salarial. O presidente da CUT citou o Congresso Nacional e a continuidade da mobilização sindical. "Tenho certeza que os 15% não satisfazem; por isso teremos um ano de greves intermináveis", disse ele (FSP).