O Plano Brady, apesar de contemplar a discussão política da questão da
20598 dívida externa, não deve encarada com muita euforia pelos países
20598 devedores. Esta é a opinião do consultor econômico do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), Ricardo Rebouças, para quem o plano elaborado pelo secretário do Tesouro dos EUA, Nicholas Brady, mantém-- e até reforça-- a divisão internacional do trabalho e a dependência tecnológica, e "afirma as políticas intervencionistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BIRD)". Rebouças, porém, é de opinião que a abertura para a discussão política da dívida deve ser aproveitada, principlamente pelo Brasil, a seu ver, um dos poucos países em condições-- por seu potencial econômico e até pelo tamanho de sua dívida-- de fazer uma contraproposta coerente aos pontos que não agradarem no plano (JC).