Se cada brasileiro dispusesse de dinheiro suficiente para comprar os
20597 gêneros indispensáveis a uma refeição decente, com tudo aquilo que os
20597 nutricionistas recomendam, a produção industrial de alimentos seria
20597 insuficiente para atender à demanda. Pelo menos é o que assegura o presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro (e diretor de compras das Casas Sendas), Aylton Fornari. Assim, a alternativa seria a importação de gêneros-- como aconteceu em 1986, no Plano Cruzado, quando o poder aquisitivo da massa trabalhadora registrou acréscimo. Para complicar, segundo Fornari, existe outro dado expressivo: o consumo de alimentos no primeiro trimestre deste ano aumentou cerca de 3% em relação ao mesmo período de 88. A esta conclusão também chegaram a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e a Associação Brasileira de Supermercados. O Rio de Janeiro, outrora grande produtor, importa, hoje, 60% dos alimentos que consome (JC).