A Corretora de Valores Novo Norte S/A, com sede em São Paulo e associada à VARIG (Viação Aérea Rio-Grandense), sugeriu em carta enviada à SUDENE (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) que, a exemplo do que aconteceu com a SUDAM (Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia), introduza no nordeste as operações irregulares que permitiram a investidores sulistas, durante mais de dois anos, aplicar diretamente em empresas da Amazônia os recursos do imposto de renda mediante fraude que recebeu o apelido de "Artigo Dezessete e Meio". As irregularidades na SUDAM estão sendo investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério do Interior. Na carta que mandou a um alto funcionário da SUDENE, assinada pelos seus proprietários Francisco Florêncio da Silva e Issac Levyman, a Novo Norte não fala em irregularidade, mas ensina com detalhes a forma de aplicação fraudulenta dos Artigos 17 e 18 do Decreto-Lei 1374/74, que criou os fundos de investimentos do nordeste e da Amazônia, e chega ao requinte de argumentar que foi por ter facilitado "o mecanismo desta operação financeira" que a SUDAM conseguiu duplicar os investimentos do IR na Amazônia (JB).