A greve de fome de 48 horas dos agricultores sem-terra e religiosos do Rio Grande do Sul terminou ontem, em Porto Alegre, com poucas respostas concretas. O movimento articula seu próximo passo: uma greve de fome por tempo indeterminado, a partir de 13 de abril, se as 1,2 mil famílias não forem assentadas. A resposta governamental, entretanto, foi acanhada: apenas 1.500 hectares de terras nas cidades de Bagé, Dom Pedro e Esmeralda foram desapropriadas para fins de reforma agrária, enquanto os sem-terra reivindicam 26 mil hectares (JB).