As indústrias de óleo de soja decidiram romper com o governo e, a partir de agora, não se sentem mais obrigadas a cumprir o acordo para manter abastecido o mercado. A atitude foi motivada pela portaria no. 24 da SUNAB (Superintendência Nacional de Abastecimento), na qual se determinou reajuste de 8,5% para o produto no varejo, cuja lata de 900 ml passou de NCz$0,65 para NCz$0,71, e redução no preço da caixa de 20 unidades para a indústria, que antes vendia a NCz$13,00 e agora terá de vender a NCz$12,59 (-3,11%). Ontem, em São Paulo, o presidente da ABIOVE (Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais), Antônio Iafelice, disse estar desapontado pelo não cumprimento do combinado pelo ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega. Segundo ele, a indústria tem estoque para mais dois ou três dias de produção e, nos supermercados, o volume não deve superar uma semana (O ESP).