Governo, empresários e trabalhadores se reuniram ontem, no Ministério do Trabalho, em Brasília, para tentar fechar um acordo sobre a reposição das perdas salariais do "Plano Verão", mas o resultado do encontro terminou em impasse diante da disparidade entre as propostas apresentadas pelas três partes. Nova reunião foi marcada para o próximo dia seis, também em Brasília. Os empresários propuseram um reajuste máximo de 7,17%, que seria adicionado ao percentual de reposição de 7,48%, totalizando 15,18%, sem repasse aos preços dos produtos. O governo, por sua vez, levou para a negociação índices de recomposição dos salários entre 11,74% e 13,58%, dependendo da data-base do trabalhador. Esses percentuais também seriam acrescidos aos 7,48%. A proposta do governo inclui também um reajuste de 15,78% para o salário-mínimo, a partir de 1o. de abril. Os trabalhadores, representados pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e pela CGT (Central Geral dos Trabalhadores) reivindicam aumento entre 41% e 49%, dependendo da data-base, para repor o poder de compra dos salários no ano passado. O presidente da CUT, Jair Meneghelli, considerou as propostas do governo e dos empresários "ridículas". Caso haja acordo na próxima reunião, o reajuste dos salários será retroativo a 1o. de abril (FSP) (O Globo).