O empresário Ronald Levinsohn, controlador do grupo Delfin, o ex- presidente do extinto BNH (Banco Nacional de Habitação), José Lopes de Oliveira, e três ex-diretores do banco (Mário Castorino de Fontes Brito, Zaven Boghossian e Antonio Luiz Candal da Fonseca) foram denunciados (acusação para que se inicie ação penal), ontem, no Rio de Janeiro, pelo procurador da República, Alcir Molina da Costa, por prática de peculato-- apropriação ou desvio de valores da Fazenda Pública. Eles são acusados de sobrevalorizar, no início de dezembro de 1982, dois terrenos que foram utilizados como doação em pagamento de uma dívida de Cr$70 bilhões (valores de época) de Ronald Levinsohn com o BNH. O imóvel era avaliado, em valor de mercado, em Cr$6,6 bilhões (FSP).