A área econômica do governo já tem uma proposta de nova política salarial a ser apresentada ao presidente José Sarney e ao Fórum Nacional de Negociações Salariais, antes de chegar ao Congresso Nacional. Durante um período de três meses, os salários seriam reajustados por um índice prefixado. A partir daí, os salários mais baixos teriam correção automática se houver perdas e os mais altos dependeriam de livre negociação. O ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, já determinou estudos sobre o impacto dessa fórmula na folha de pagamentos do serviço público-- observando sempre a limitação constitucional de que os salários não devem ultrapassar 65% da receita. A preocupação da Fazenda e do Ministério do Planejamento é evitar a indexação plena pela inflação passada, como reivindicam as centrais sindicais (FSP).