EMPRESÁRIOS QUEREM LIBERDADE MAIOR DE MERCADO

Uma nova política salarial que inclua livre negociação entre patrões e empregados, para determinadas faixas de renda, como está sendo admitido extra-oficialmente pela área econômica, não poderá ser instituída sem que se permita também uma liberdade maior de mercado com o fim de mecanismos como o controle de preços. Esta é uma posição já firmada pela maioria do empresariado, antes da definição das novas fórmulas de reajustes de salários, que estão para ser negociadas dentro do chamado Fórum Nacional. A interpretação dos empresários é de que não é absurdo o governo admitir de público a preocupação em manter o poder de compra das camadas mais baixas entre os assalariados, e que invariavelmente estão incluídas na área sindical de menor poder de fogo junto às entidades patronais e as empresas em si. Essa garantia seria através de algum mecanismo automático de salários, como o que já foi proposto pelo deputado federal (PMDB-CE) Osmundo rebouças, no Congresso. Mas alguns dos principais executivos discordam que a iniciativa privada tenha de conviver com a livre negociação, para outras faixas, junto com grande interferência estatal na economia (JC).