GOVERNO DEFINE REPOSIÇÃO SALARIAL

O governo definiu ontem a proposta que vai levar para a negociação com empresários e trabalhadores depois da Semana Santa com vistas à reposição das perdas salariais provocadas pelo "Plano Verão. Os reajustes tomarão por base o cálculo dos salários médios reais do ano passado, a partir do "conceito de caixa", segundo o qual o trabalhador recebe e gasta todo o seu salário no dia 30 de cada mês. Os percentuais de recomposição de acordo com a data-base do trabalhador serão fixados na próxima semana entre os técnicos da área econômica. A proposta pressupõe a reposição de forma parcelada a partir do mês de abril. O cálculo das perdas levará em conta a situação dos salários até o dia 15 de janeiro, ou seja, a data da edição do "Plano Verão". Estas decisões foram tomadas ontem, em Brasília, pelos ministros da Fazenda, Maílson da Nóbrega, do Planejamento, João Batista de Abreu, e do Trabalho, Dorothea Werneck. Em São Paulo, a direção da CUT (Central Única dos Trabalhadores) estabeleceu um prazo até o próximo dia 10 de abril para negociar a reposição das perdas salariais com governo e empresários. Caso até lá não haja acordo, será convocada uma nova greve geral (FSP).