BC APROVA PLANO PARA SUSPENDER A LIQUIDAÇÃO DO DELFIN

Depois de cinco anos de polêmica, a diretoria do Banco Central aprovou ontem, no Rio de Janeiro, o plano para a suspensão da liquidação extrajudicial do Grupo Delfin, pertencente ao empresário Ronald Levinsohn. O empresário terá 15 anos para pagar sua dívida de NCz$1,43 bilhão acumulada junto ao extinto BNH (Banco Nacional da Habitação) e só começará a amortizar o débito em 1991. As condições de pagamento aprovadas pelo BC incluem dois anos de carência e juros de 8% ao ano. A liquidação do Guupo Delfin deverá ocorrer dentro dos próximos 60 dias. Em função do acordo entre o acionista controlador do Grupo Delfin e a diretoria do BC, os 342 mil pequenos investidores que detinham títulos da Delfin Capitalização receberão seu dinheiro aplicado antes da liquidação-- ocorrida em 1983-- com juros e correção monetária, dentro de 15 dias. O crédito total desses investidores soma NCz$3.385.770,00, o que corresponde a NCz$9,90 por investidor. O empresário Ronald Levinsohn compromete-se ainda a pagar os demais credores à vista e com correção monetária plena, a contar da data da liquidação. O Grupo Delfin sofreu intervenção do BC em 1982 e, no ano seguinte, foi liquidado extrajudicialmente por falta total de liquidez por parte das duas sociedades de crédito imobiliário do grupo (FSP).