Os advogados do Movimento dos Sem-Terra liberaram ontem os sete colonos sem-terra que estavam presos no presídio central de Porto Alegre (RS) pela ocupação da sede o antigo MIRAD (Ministério da Reforma e Desenvolvimento Agrário), no último dia 11. Após mostrarem documentos que comprovavam a inexistência de antecedentes criminais dos sem-terra, os advogados tiveram que pagar um salário-mínimo de fiança para libertá-los. Continuam presos em Sobradinho (RS), 22 sem-terra que participaram do despejo da Fazenda Santa Elmira, em Salto do Jacuí, também no último dia 11. O colono Sebastião Salles denunciou que o agricultor Jurandir Parcianela foi torturado durante o despejo. Segundo ele, os soldados da Brigada Militar enfiaram facas embaixo de suas unhas, fizeram afogamento com gás e o jogaram na mata, sendo, somente horas mais tarde, socorrido por outros soldados da própria Brigada Militar gaúcha (O ESP) (O Globo).