AGIOTAS DOMINAM OS MINISTÉRIOS EM BRASÍLIA

Os Ministérios em Brasília foram invadidos pelos agiotas. A afirmação é do secretário-geral da Federação dos Servidores Públicos do Distrito Federal, José Libério Pimentel. Pressionados pelos baixos rendimentos e pelo adiamento da data do pagamento do dia 20 do mês trabalhado para até o dia 10 do mês seguinte, os funcionários públicos da administração direta, fundações e autarquias estão recorrendo aos empréstimos de agiotas para saldar as dívidas acumuladas. Os juros cobrados pelos agitotas-- que desafiam o Ministério da Fazenda, que só autoriza cobrança de empréstimos a empresas financeiras cadastradas no Banco Central-- atingem até 35% ao mês. A empresa Só Telefone, por exemplo, que não se limita a comprar e vender telefones, mas também a financiar funcionários públicos endividados, cobra juros de 32% ao mês e empresta valores de até 50% da renda líquida do requisitante. Já a Lavor só aceita como pagamento cheques pré-datados especiais e juros de 35% ao mês (JB).