Os líderes dos sem-terra expulsos com repressão e violência pela Brigada Militar da Fazenda Santa Elmira, em Salto do Jacuí (RS), anteontem, realizaram uma assembléia-geral no acampamento de Rincão do Ivaí, ontem, na qual criticaram o governador Pedro Simon (PMDB), que há oito meses prometera dar-lhes terras em 60 dias. "Na hora da negociação, Simon lavou as mãos e foi para Brasília participar da reunião do seu partido", disse um dos líderes dos sem-terra. Cerca de 400 pessoas foram feridas com a investida da Brigada Militar. Vinde delas, entre colonos, dois padres e três soldados estão internadas em estado de observação. Em Porto Alegre, o juiz da 5a. Vara, Luís Dória Furquim, negou-se a relaxar a prisão dos sete agricultores-- entre eles Marli Castro, líder dos colonos--, presos pela Polícia Federal durante a desocupação do prédio do extinto MIRAD (Ministério da Reforma e Desenvolvimento Agrário) na capital gaúcha, também no dia 11. Ele alegou que os colonos poderiam se reunir aos companheiros, "aumentando as perturbações" (O Globo) (JB).