PASSEATAS MARCAM O "DIA INTERNACIONAL DA MULHER"

Cerca de mais de mil mulheres, usando roupas brancas ou fantasias, comemoraram ontem do "Dia Internacional da Mulher", com uma passeata pelo centro do Rio de Janeiro (capital). Gritando palavras de ordem como "Viva a diferença, mas direitos iguais", as mulheres fizeram críticas à violência, à discriminação no trabalho e às dificuldades que enfrentam para assumir seus novos papéis na sociedade. A passeata foi organizada pelo Fórum Feminista, que reúne 22 entidades no Estado do Rio de Janeiro. Cerca de 60 policiais militares entre homens e mulheres acompanharam a passeata, sem intervir. Na capital paulista, cerca de mil mulheres também participaram de uma passeata em comemoração ao seu dia. Durante o movimento foi lançada uma campanha nacional pela legalidade do aborto. Também em Porto Alegre (RS), outras 300 mulheres participaram de uma passeata pelo centro da cidade que pedia a legalização do aborto. Nas duas cidades não foram registrados incidentes. As Delegacias da Mulher de Curitiba (PR), São Paulo e Porto Alegre registraram 60 denúncias de violência contra mulheres. Em Recife (PE), Maria Rosa da Silva foi espancada pelo genro. Em Salvador (BA), moradoras da Favela de Canabrava provocaram engarrafamento no trânsito para protestar contra as condições subumanas em que vivem. Em Brasília, a presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), órgão do Ministério da Justiça, Jacqueline Pitanguy, disse que o dia era de "luto nacional", porque o ministro Oscar Dias Corrêa acabara de anunciar cortes de pessoal e verbas para o CNDM (O Globo) (JB).