A campanha do ex-governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola (PDT) à Presidência da República foi submetida a uma reformulação nos últimos dias e passará a funcionar em novas bases, coordenada diretamente pela recém-criada "Frente Popular Democrática", tendo como espinha dorsal o PDT, e não mais o Movimento Nacional Leonel Brizola (MNLB). A reformulação, que atende aos anseios do próprio Leonel Brizola, viabilizou-se anteontem com a superação da crise entre os deputados fluminenses Brandão Monteiro-- coordenador-executivo do MNLB-- e César Maia, que acusava o movimento de sobrepor-se à estrutura do partido. Pela nova orientação de Leonel Brizola, o PDT funcionará como espinha dorsal da campanha, inserido na "Frente Popular Democrática", onde estarão também os partidos que aderirem ao candidato e personalidades de outros partidos que resolverem apoiá-lo sem necessariamente filiar-se ao PDT. O MNLB deixará de ser o condutor da campanha, mas será, pela sua dimensão (cerca de 100 mil militantes cadastrados), o seu órgão mais influente (FSP).