O comitê assessor dos bancos credores do Brasil concordou ontem, em Nova Iorque (EUA), durante reunião com o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Sérgio Amaral, em liberar os US$600 milhões referentes à segunda parcela do acordo de reescalonamento da dívida externa do país. O dinheiro deveria ter saído em janeiro deste ano, mas vinha sendo vinculado a um outro empréstimo do BIRD (Banco Mundial) ao setor elétrico. Desfeita a vinculação, os US$600 milhões devem sair até o próximo dia 15. Nesta data, o país recebe o dinheiro e já devolve US$500 milhões aos credores referentes a pagamentos de juros atrasados. Para conseguir a liberação deste montante, o governo teve que abrir mão da suspensão das operações de reempréstimo em novembro e dezembro deste ano. Elas farão US$200 milhões voltarem a circular. Além disso, o Brasil acena com o retorno dos leilões de conversão da dívida externa em investimento e com operações de reempréstimo para o setor público já a partir de maio próximo (FSP).