A Associação dos Servidores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) está exigindo da entidade a revisão do cálculo das variações do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) de janeiro e fevereiro, sem o critério da utilização do vetor de preços-- que artificializou o índice-- para que a sociedade tome conhecimento da inflação real dos dois meses. Para a Associação, o IBGE não pode aceitar a aplicação do vetor sem questionamento técnico, "pois essa atitude reflete a total incapacidade da atual diretoria e a falta de autonomia da entidade, além de servir apenas para reforçar a ilusão de que o congelamento de preços foi um sucesso", segundo o funcionário Alcides Alves Braga, integrante da executiva nacional dos servidores do IBGE. A crítica da Associação dos Servidores veia acompanhada de denúncias de irregularidades administrativas nas delegacias regionais do IBGE do Amazonas e de Santa Catarina, como a utilização de carros oficiais sem a devida identificação-- de uso exclusivo de serviço-- para transporte de pertences particulares e viagens de finais de semana. Também foi denunciada a instalação, na cidade de Blumenau (SC), de um telefone de propriedade do IBGE na residência de um funcionário ligado à diretoria regional do estado (JB).