Pelo menos 12 funcionários do Ministério das Relações Exteriores estão com AIDS (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida) e se encontram sob os cuidados de um único clínico de Brasília. Em seu consultório particular, ele trata de 10 contaminados (que ainda não apresentaram os sintomas da síndrome) e de dois doentes. Todos eles são homens entre 30 e 40 anos, foram infectados por via sexual e têm passagem por postos do Itamaraty nos EUA e França. No ano passado, um laboratório particular do Distrito Federal fez 25 testes de AIDS em diplomatas e funcionários do Itamaraty, e quatro tiveram resultados positivos. Entre os 30 óbitos de aidéticos registrados no Hospital de Base de Brasília, um é de diplomata. Na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital Santa Luzia está internado outro diplomata, com AIDS, que serviu na Embaixada do Brasil no Panamá. Apesar dos dados, o chefe do Departamento Médico do Itamaraty, Antônio Teixeira, disse desconhecer os casos concretos de diplomatas aidéticos (O ESP).