A ocupação de terras públicas e particulares, a resistência aos despejos-- com a utilização, inclusive, de instrumentos de trabalho como facões e enxadas-- e o aumento da produção agrícola nas áreas ocupadas serão as principais prioridades do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem- Terra (MST) nos próximos cinco anos, com base nas palavras de ordem Ocupar, Resistir e Produzir. Este novo lema do movimento foi decidido ontem, em Nova Veneza, próximo a Campinas (SP), durante o encerramento do 5o. Encontro Nacional dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra. O movimento enviou carta ao presidente José Sarney afirmando que a situação dos trabalhadores rurais brasileiros "é grave" e "ficou ainda pior" com o Plano Verão, decretado pelo governo há um mês. Durante o encontro, os sem-terra descartaram a reforma agrária oficial e disseram que querem trabalhar na terra, pois "somos agricultores que sabem produzir, não a imagem que tentam mostrar" (boletim Agen no. 4497) (FSP).