Segundo as informações, a dívida esterna do Brasil no final deste ano deverá ter caído para US$107 bilhões, US$14 bilhões menos do que era em dezembro de 1987, como decorrência do fluxo negativo de recursos-- o país paga mais do que recebe-- e da conversão formal e informal dos débitos externos em investimentos. Essa avaliação será apresentada ao FMI (Fundo Monetário Internacional), pela comissão brasileira que vai discutir o desempenho da economia no ano passado e as projeções para 1989. O balanço de pagamento que está sendo elaborado para análise do FMI não prevê a suspensão de remessa de divisas para saldar os compromissos brasileiros no exterior e nem maio ingresso de dinheiro novo em relação às estimativas iniciais do ano passado. A meta para o saldo da balanço comercial neste ano será mantido em US$14,5 bilhões. De acordo com o documento em preparo, em 1989 os desembolsos do Brasil para pagamento de compromissos externos devem ficar entre US$12 bilhões e US$14 bilhões e o país deverá receber pouco mais de US$4 bilhões de recursos do exterior. Além do dinheiro novo dos bancos credores, o governo conta com a liberação de US$1,5 bilhão do Japão, US$1 bilhão do BIRD (Banco Mundial), US$100 milhões em investimentos diretos e ainda entre US$200 milhões e US$300 milhões de ingressos líquidos do FMI-- diferença entre os pagamentos brasileiros e a liberação de recursos do Fundo (JB).