O presidente José Sarney não leva nenhuma autoridade militar na comitiva oficial que o acompanha hoje na viagem ao Suriname-- a não ser o obrigatório genral Bayma Denins, do Gabinte Militar. É uma mudança de atitude em relação ao país vizinho, que recebeu tanques e assessoria militar brasileira em 1984, sob a coordenação do ex-ministro Danilo Venturine (governo Figueiredo). Com o presidente José Sarney viajam dois empresários-- Octávio Cavalcanti Lacombe, da Paranapanema, que tem investimentos em mineração na área, e Emílio Alves Odebrecht, da construtora Norberto Odebrecht, interessado em abrir estradas na Guiana. Do Suriname, o presidente José Sarney parte para Guiana, de onde deverá retornar no próximo dia quatro. O presidente da Câmara dos Deputados, Paes de Andrade (PMDB/CE), ocupará pela segunda vez a interinidade da Presidência da República, no período. Ao embarcar hoje para o Suriname e Guiana, o presidente José Sarney inicia sua 24a. viagem ao exterior, desde que assumiu a Presidência da República, em 15 de março de 1985. Nesse período, José Sarney visitou 20 países e completa com a viagem de três dias a esses dois países 92 dias fora do governo, em visitas oficiais (FSP) (GM).