MINISTRO DO EXÉRCITO FALA SOBRE A AMAZÔNIA

O ministro do Exército, general Leônidas Pires Gonçalves, acha que a crescente pressão internacional sobre a Amazônia é estimulada por falsos ecologistas que surgem no bojo do modismo da discussão sobre a
19892 preservação da floresta. A afirmação foi feita pelo ministro no último dia 20, em Brasília, durante reunião com 32 parlamentares das regiões Norte e Centro-Oeste. O general disse no encontro que a mineração de ferro em Carajás e a construção de hidrelétricas na Amazônia são atividades econômicas das quais o Brasil não pode prescindir e que elas têm de ser racionalizadas, mas não eliminadas. O atual interesse em relação à região, na opinião do ministro, esconde um "recrudescimento de tentativas de ingerência externa em nosso território". Para combater essas tentativas, Leônidas Pires Gonçalves disse que o Exército estará sempre vigilante na região, dentro de uma manobra geopolítica que o Brasil vem executando desde a 2a. Guerra Mundial. Durante o encontro, o ministro do Exército colocou sob suspeita a atuação de missões religiosas que se instalaram "em áreas potencialmente ricas em minerais preciosos ou estrategicamente valiosos" na Amazônia. Ele chegou a reproduzir tópicos das diretrizes do Conselho Mundial de Igrejas Cristãs, ao qual estaria vinculado o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), entre os quais o de que a Amazônia "é um patrimônio da humanidade e a posse dessa imensa área por países como o Brasil é meramente circunstancial" (O Globo).