BEFIEX APROVA PROJETO DA DU PONT DO BRASIL

A partir de 1992, o Brasil passará de importador para exportador de dióxido de titânio, utilizado na produção do pigmento branco de tintas. Essa meta será possível com a decisão tomada ontem, em Brasília, da Comissão para Concessão de Benefícios Fiscais a Programas Especiais de Exportação (BEFIEX), de aprovar o programa especial de exportação da Du Pont Pigmentos Ltda., que prevê a produção de 60 mil toneladas por ano de dióxido de titânio, sendo um terço (20 mil toneladas por ano) destinado ao mercado externo. O programa será desenvolvido em uma década, sendo que, ao final dos primeiros quatro anos-- tempo destinado à implantação das unidades de dióxido de titânio em Uberaba (MG)--, a Du Pont deverá exportar US$200 milhões por ano. Serão investidos US$290 milhões na implantação da unidade. O Brasil possui 90% das reservas do minério de anatázio, utilizado na produção do dióxido de titânio, do mundo, mas apenas uma empresa-- a Titânio do Brasil S/A (localizada na Bahia)-- fabrica o produto, produzindo 50 mil toneladas por ano. O Brasil importa atualmente cerca de 25 mil toneladas por ano do produto, ao custo de US$50 milhões anuais, para suprir o mercado interno (GM).