O presidente José Sarney disse ontem, em Brasília, ao retornar de sua viagem ao Japão, que o Brasil não pode continuar "sofrendo restrições" por parte dos bancos credores e organismos multilaterais que o transformaram em um "exportador de capital". Segundo o presidente, o Brasil paga um volume de recursos em juros e amortizações de dívidas aos bancos credores, governos e organismos multilaterais superior ao que recebe deles em novos projetos. Para o presidente, o país está sustentando os bancos de desenvolvimento do mundo, com um "fluxo de capital muito maior para eles". Ele citou o exemplo do BIRD (Banco Mundial). De acordo com suas previsões, se o BIRD não aprovar os projetos brasileiros em negociação, o país vai pagar este ano àquele organismo US$1,7 bilhão, recebendo como recurso novo apenas US$200 milhões. O presidente disse que o país não quer confrontação, mas afirmou que "esta situação é impossível de ser defendida" (FSP).