De acordo com levantamento feito no extinto MIRAD (Ministério da Reforma e Desenvolvimento Agrário) do Acre, entre 21.750 imóveis cadastrados, 2.796 são latifúndio por exploração e nove por dimensão, ocupando 10 milhões de hectares (66% da área total do estado). A maioria dessas terras apresentam problemas de títulos e limites. Como o cadastro é feito com base na declaração dos proprietários das terras, cada vez que o orgão de reforma agrária vai verificar no local a exatidão dos dados, encontra uma realidade diferente. Segundo o levantamento, os 10 maiore fazendeiros do Acre são os seguintes: Leônidas Meirelles de Queiroz-- 975 mil hectares em Rio Chandles-- em litígio com o MIRAD. Pedro Dotto-- 803.888 ha em Sena Madureira-- cinco ações na Justiça. Jorge Wolney Atalla-- 427.390 ha em Feijó-- um ano de imposto atrasado. Altevir Leal-- 265.511 ha em Tarauacá. Joel Tavares do Couto-- 150 mil ha em Rio Branco-- o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) constatou que a área não existe. José Tavares do Couto-- 144.326 ha em Rio Branco-- Frigorífico Mattel. Neuza Prates de Azevedo-- 131.811 ha em Feijó. Assis & Cia.-- 102.475 ha em Feijó. Novoeste-- 90.800 ha em Feijó. Adolfo Lindemberg-- 85.781 ha em Tarauacá (JB).