Em sucessivos telefonemas (três por dia) para entidades nacionais e internacionais de direitos humanos, desde o último dia 17, os sindicalistas Osmarino Amâncio Rodrigues, diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia (AC), e o agrônomo Gumercindo Rodrigues, assessor sindical, estão pedindo qualquer tipo de ajuda para evitar que sejam assassinados. Segundo os dois sindicalistas ameaçados de morte, seis pistoleiros estão concentrados em Brasiléia, há três dias, preparando-se para matá-los, sem que as autoridades tenham tomado, até agora, qualquer providência para desarmá-los. Entre as entidades que estão recebendo o "SOS" dos dois incluem-se a Anistia Internacional, em Londres (Inglaterra), o Movimento Nacional de Defesa dos Direitos Humanos, em Brasília, além das organizações que integram a CNRA (Campanha Nacional pela Reforma Agrária), entre as quais a CPT (Comissão Pastoral da Terra), em Goiânia (GO), e o IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas), no Rio de Janeiro. O ministro da Justiça, Oscar Dias Corrêa, disse anteontem que algumas das pessoas que se dizem ameaçadas de morte na Amazônia "são precisamente aquelas que mataram em emboscada, há pouco tempo, um fazendeiro". Segundo o ministro, o crime foi cometido porque os assassinos tiraram toras de madeira da fazenda de Darlei (seu sobrenome não foi citado), que acabou assassinado (FSP).