Um dossiê de mais de 500 páginas sobre a destruição ambiental causada pelos garimpos na Amazônia será enviado, ainda este mês, ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e ao BIRD (Banco Mundial), para análise, pelo presidente do Centro de Conexão Internacional para o Meio Ambiente, Carlos Cardoso Aveline. Segundo o documento, divulgado ontem em Porto Alegre (RS), a produção anual de ouro clandestino chega a 4,5 toneladas, o que causa a precipitação de 7,8 toneladas de mercúrio diretamente nas águas dos rios da região. O dossiê denuncia, ainda, que no processo de limpeza do amálgama de mercúrio e ouro, onde a substância é queimada a 300 graus, o metal venenoso se volatiza poluindo o ar e depois é precipitado no lençol freático pelas chuvas abundantes da Amazônia (O Globo).